segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Alimentação XingLing

A culinária chinesa difundida em todo o mundo, embora adaptada ao paladar ocidental, apresenta como uma forte característica cores, sabores e misturas de pratos. Rica em combinações como: quente e frio, agridoce e picante, doce e salgado, esses costumes tornam ainda mais instigante as preparações chinesas.


Este prazer e interesse pela comida são milenares, desde os imperadores que eram levados aos templos para pedir boas colheitas. Para os chineses, o ato de se alimentar vai muito além de uma atividade social, é base da cultura local. Na China a alimentação e a medicina se sobrepõem, pois para eles alguns alimentos e ervas podem curar doenças ou até mesmo levar à morte.

De acordo com a medicina chinesa, os alimentos podem ser divididos em cinco essências: gelado, frio, neutro, morno e quente. Esta classificação é determinada pelos efeitos que pode exercer no corpo após o consumo.

Os chineses consideram importante a variedade de alimentos, por isso exploram a mistura de diversos grupos, como carne, legumes e cereais. O macarrão é um alimento bastante consumido em algumas regiões do país.


Estes são alguns pratos típicos chineses que são consumidos no Brasil:
  • Frango xadrez: o prato leva frango, pimentão verde e vermelho, caldo de frango, shoyo e cebola. Em sua preparação, originalmente, os chineses utilizam óleo de amendoim.
  • Camarão empanado com molho agridoce: o camarão é empanado com uma massa líquida feita de farinha de trigo, amido de milho, água, óleo, sal, fermento e frito em óleo. Depois de frito, joga-se por cima o molho agridoce.
  • Rolinho primavera: o original é feito com recheio de carne bovina moída, vegetais (repolho, acelga e cenoura), shoyu, envolto em uma massa e frito em óleo. Outros ingredientes podem ser utilizados no recheio como: camarão, carne de porco, ou ainda o rolinho vegetariano.
  • Yakissoba: preparado com carne, legumes e macarrão frito no óleo de amendoim. Prato muito encontrado nos restaurantes brasileiros.

Outros pratos chineses não comumente consumidos no Brasil, são:
  • Zong zi: preparado à base de arroz.
  • Niou Rou Mien: sopa com carne cozida que leva macarrão.
  • Mapo Tofu: preparado com tofu com molho avermelhado com carne bovina moída, brotos de alho e óleo de pimenta.
  • Gua-Bao: pãozinho chinês com massa branquinha e fofa, geralmente recheado com carne de porco.
A culinária chinesa oferece uma explosão de cores e sabores pelas misturas de diversos alimentos.

Aproveite essa experiência!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Alimentos que intoxicam

A contaminação dos alimentos por agrotóxicos tem sido um assunto frequente na mídia, em palestras, congressos e para a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Além de ser um problema recorrente em alimentos de origem vegetal.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os brasileiros consomem por anos 5 litros de agrotóxicos, ocupando o primeiro lugar no ranking de consumo destes produtos. Relatórios, que eventualmente, são disponibilizados, por força de decretos legais, ao público interessado, apontam os efeitos maléficos à saúde, como o desenvolvimento de diversos tipos de câncer e outras doenças genéticas.

A lavagem dos alimentos elimina uma pequena parte dos resíduos dos agrotóxicos presentes, não sendo suficiente para a retirada total. Até o momento não existem evidências científicas que comprovem a eficácia da água sanitária ou do cloro na remoção ou eliminação de resíduos de agrotóxicos nos alimentos. Podem ser utilizados para higienização destes.

Para que o brasileiro reduza o consumo de pesticidas, é interessante optar por alimentos orgânicos e/ou com o selo “Brasil Certificado”. Produtos com a origem identificada aumentam o comprometimento dos produtores com a qualidade dos alimentos.

Recomenda-se o consumo de alimentos da época, que recebem menos agrotóxicos. Lembrando que: deve-se sempre lavar os alimentos antes do preparo / consumo, para reduzir os resíduos de agrotóxicos presentes na superfície dos alimentos. De acordo com a ANVISA, segue a lista dos alimentos que contêm maior quantidade de agrotóxicos:
1 - Pimentão
2 - Morango
3 - Pepino
4 - Alface
5 - Cenoura
6 - Abacaxi
7 -Beterraba
8 - Couve
9 - Mamão
10 - Tomate
11 - Laranja
12 - Maçã
13 - Arroz
14 - Feijão
15 - Repolho
16 - Manga
17 - Cebola
18 - Batata

Alguns deles apresentam quantidades acima do permitido e outros, substâncias não autorizadas para o tipo de alimento. Uma exposição menor aos agrotóxicos pode trazer dores de cabeça, alergia e coceiras, enquanto exposição em grandes quantidades podem levar à distúrbios do sistema nervoso e câncer. Portanto, dê preferência aos orgânicos!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O papel da fibra na sua alimentação


Esses alimentos são nossos conhecidos. Desde pequenos aprendemos que comer feijão todos os dias faz muito bem à nossa saúde. Mas o que não sabemos é como eles contribuem para o bom funcionamento do organismo. 

O feijão e a soja são alimentos ricos em diversos nutrientes, como proteínas, carboidratos, fibras, fitoquímicos (isoflavonas presentes na soja) e minerais. Além de conter baixo teor de gorduras saturadas e sódio, não contém colesterol.

Tabela 1. Quantidade de nutrientes presentes no feijão e na soja em 100g do alimento.

A presença de fibras nesses dois alimentos é essencial na perda de peso e a obesidade e sobrepeso aumentam as chances de desenvolvimento de outras doenças, tais como hipertensão, dislipidemia, diabetes tipo 2, doenças coronarianas, acidente vascular cerebral, apnéia do sono e alguns tipos de câncer. 

As fibras dietéticas contribuem para manutenção do nível glicêmico e para melhora da sensibilidade à insulina. As proteínas podem exercer efeito sobre a saciedade, além de participar do aumento de massa magra que, quanto maior, mais alto o gasto energético. Não podemos esquecer, no entanto, que o alto consumo de proteínas pode desencadear doenças renais. 

Um dos principais fitoesteróis presente na soja são os isoflavonóides que, segundo pesquisas, reduz a hiperglicemia pós-prandial e o nível de insulina plasmática, prevenindo doenças crônicas não transmissíveis, especialmente por reduzir glicose e lipídios.

Desta forma, o consumo de feijão e soja parece exercer efeitos saudáveis no nosso organismo, como redução do peso, prevenção da obesidade, sempre associados a bons hábitos alimentares e exercícios físicos regulares. Vale lembrar, que todos os alimentos devem ser consumidos em equilíbrio para obtermos os benefícios de cada um deles. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Chocolate: este suspeito usual

O chocolate, embora muito saboroso, é bastante condenado quando falamos sobre dieta e emagrecimento. No entanto, não devemos nos esquecer de que, além de calorias, os alimentos nos trazem diversos nutrientes. E este é o caso do nosso, tão amado, chocolate.

Nutricionistas e pesquisadores da área vêm divulgando e recomendando há anos, o consumo do cacau e do chocolate amargo, a fim de fornecer através destes alimentos, fitoquímicos que desempenham importante papel protetor e antioxidante no nosso organismo. Vamos entender melhor como isso ocorre.

Primeiro dado importante: quanto maior a quantidade de cacau no produto, maior a quantidade de flavonoides e, consequentemente mais benefícios à saúde. Como nem todas as marcas divulgam esta informação vale ficar atento ao aspecto do chocolate. Quanto mais escuro e amargo, maior a probabilidade de ter boas quantidades de cacau.

Chocolate branco, não leva cacau em sua composição, além de apresentar grandes quantidades de açúcar e gordura, o que aumenta o risco de obesidade e doenças relacionadas. Cuidado com os chocolates diet, pois não formulados com adoçantes, mas contém alta taxa de gorduras em sua composição. 

Ainda não há recomendações para o consumo de flavonoides ou de alimentos ricos em fitoquímicos, portanto, o consumo deve ser consciente. A ingestão de chocolate amargo e cacau melhora a função endotelial e a pressão sanguínea em adultos saudáveis com sobrepeso. 

As quantidades de flavonóides encontradas no cacau e em alguns tipos de chocolate contribuem para a saúde cardiovascular, pois os flavonóides são antioxidantes naturais, que têm a propriedade de reduzir coágulos nos vasos sanguíneos. Estudos apontam outros benefícios relacionados ao consumo destes alimentos, como: redução do estresse em mulheres, melhora da resistência à insulina em diabéticos tipo 2 e redução da pressão sanguínea em hipertensos. 

Lembre-se sempre: bom senso na hora de consumir o chocolate e saiba escolher. Prefira as opções que apresentam grandes quantidades de cacau.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Intolerante ou alérgico?


O post dessa semana pode ser muito útil para você que está tentando entender o que seu filho (a) tem: alergia ou intolerância alimentar? 

Muito se fala sobre reações que os alimentos podem causar quando consumidos por pessoas sensíveis ou alérgicas, causando uma série de dúvidas sobre os sinais e sintomas dessas duas condições. 

A principal diferença é a resposta do organismo. A intolerância alimentar é uma reação adversa aos alimentos, mas não chega a envolver o sistema imunológico do indivíduo. Também não apresenta base psicológica. Manifesta-se em crianças maiores e adultos, além de apresentar uma predisposição genética, ou seja, hereditária. Pode ser causada por contaminação, reações farmacológicas, tóxicas, metabólicas e neuropsicológicas. Um exemplo bastante comum são pessoas que tem intolerância à lactose. Neste caso, há deficiência de uma enzima chamada lactase que impede a digestão da lactose. 

A alergia alimentar também é uma reação adversa aos alimentos. No entanto, envolve mecanismos imunológicos que são caracterizados por reações entre substâncias estranhas ao organismo humano e os anticorpos. São exemplos de alimentos que podem causar alergia: ovo, leite, trigo, alguns vegetais e frutos do mar. As reações alérgicas variam desde reações locais (prurido nos lábios, edema) até manifestações mais graves (gastroenteropatia). As alergias são mais comuns na infância. 

Vale lembrar que os sintomas podem confundir por serem muito parecidos. Assim, é importante procurar o médico para o diagnóstico.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Sal? Temos


O sal está presente na maior parte dos pratos e alimentos que consumimos. Embora seu consumo excessivo seja condenado, ele desempenha importantes funções no nosso organismo. O sódio (presente no sal) é um mineral necessário para manter o volume plasmático, equilíbrio do pH e funcionamento das células. Desta forma, deve ser consumido moderadamente.

Um grama de sal refinado = 400mg sódio

Para a Organização Mundial de Saúde, a ingestão de sódio para adultos recomendada é de no máximo 5g de sal por dia (2.000mg de sódio), visando reduzir o risco de hipertensão, doenças cardiovasculares (DCV) e acidente vascular encefálico (AVE). Para crianças, essa quantidade deve ser proporcional à alimentação da criança relativa à do adulto.

Hoje nós encontramos vários tipos de sal para consumo nos supermercados. Vamos conhecer a diferença entre eles:

• Sal refinado: é o mais comum e utilizado pela população. Passa por processamento, para retirada de impurezas, onde ocorre redução dos minerais. Possui uma textura mais fina, o que faz com que ele se torne homogêneo mais facilmente nas preparações. Sal grosso: não passa pelo processo de refinamento e por esse motivo evita o ressecamento dos alimentos;

• Sal líquido: a sua obtenção é feita a partir da dissolução em água mineral, de um sal de com alto grau de pureza, livre de aditivos, possui sabor suave e sem alterações de características;

• Sal light: composto por 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio. É indicado para pessoas que tem restrição ao consumo de sódio. Entretanto as pessoas com doenças renais não devem consumi-lo, pois como esse tipo de sal possui mais potássio, o aumento desse mineral no organismo, pode acarretar complicações cardiovasculares;

• Sal marinho: é raspado manualmente da superfície de lagos de evaporação, por esse motivo é mais caro que o sal refinado. Não é muito processado, o que preserva os sais minerais. Pode ter a coloração modificada, sendo branco, rosa, preto, cinza ou cores combinadas;

• Sal do Havaí: tem uma cor rosa avermelhada, em função da presença de uma argila havaiana denominada Alaea, é rica em dióxido de ferro;

• Sal negro: de origem indiana. Não é refinado e devido aos compostos de enxofre, apresenta um sabor sulfuroso. A coloração é cinza rosada, por ser de origem vulcânica. Possui também cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro;

• Flor de sal: contém mais sódio que o sal refinado (10% a mais). Na sua elaboração são utilizados apenas alguns cristais retirados da camada superficial das salinas. Tem sabor intenso e crocante. Utilizado após a preparação dos alimentos;

• Sal do Himalaia: é extraído no Himalaia. Possui mais de 80 minerais, dentre eles: o cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. Devido à presença de minerais, os cristais de sal possuem sabor suave e coloração rosada;

• Sal Kosher: pelo fato de remover rapidamente o sangue das carnes, é utilizado para preparar carnes kosher. A dissolução não é tão rápida quanto o sal refinado e ele não é acrescido de iodo.

Para reduzir o consumo de sódio e dar mais sabor aos alimentos você pode utilizar o sal de ervas. Faça você mesmo em casa.

RECEITA:*
- ½ xícara de sal
- ½ xícara de manjericão
- ½ xícara de orégano
- ½ xícara de alecrim
- ½ xícara de salsinha

Modo de preparo: bater tudo no liquidificador, guardar em um pote de vidro bem fechado e usar no lugar do sal comum. Além de saboroso, reduz até 50% o consumo de sal.

* Receita proposta pelo Ministério da Saúde
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes - Nutrição

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Gordura e saudável, podem conviver na mesma frase?


No post anterior já aprendemos um pouco sobre os óleos e as gorduras. Mas temos muita coisa ainda para aprender.

É importante lembrar sempre que, embora a gordura seja vista como uma vilã em nossas vidas, ela é fundamental para a realização de várias reações que acontecem no nosso corpo. Por exemplo, as vitaminas A, E, D e k dependem de gorduras para serem transportadas para as células. Portanto, é preciso consumi-las, mas com muito cuidado.

Em grande parte dos alimentos industrializados é possível encontrar algum tipo de óleo, como manteigas vegetais, gordura vegetal hidrogenada e creme vegetal. Estes são óleos muito utilizados pela indústria alimentícia com o objetivo de melhorar a aparência e textura do produto, a fim de chamar a atenção do consumidor. Produtos de panificação, chocolates, sorvetes, recheios de bolacha e coberturas são alguns dos alimentos que contém esse tipo de gordura. Essa nós devemos evitar ou consumir com cautela, pois pesquisas apontam efeitos maléficos na nossa saúde, como aumento de colesterol e triglicérides.

Podemos encontrar óleos em alimentos in natura (alimentos que não passam por nenhum tipo de processamento, como as frutas), como é o caso do abacate ou em oleaginosas, como nozes, amêndoas e castanhas. Estes são alimentos ricos em ácidos graxos essenciais, ou seja, óleos que precisamos obter através da alimentação, pois nosso organismo não produz. São eles, o ômega-3 e ômega-6. Ambos desempenham papel importante na coagulação sanguínea, em processos anti-inflamatórios e no sistema imune, além de estarem em altas concentrações no sistema nervoso central, nas membranas das nossas células e no sistema visual.

Vale ressaltar, que também podemos encontrar ácidos graxos essenciais nos óleos utilizados para cozinhar. O ômega-3 pode ser consumido nos óleos de soja, canola, girassol, gergelim, milho e azeite. E o ômega-6 nos óleos de soja, girassol e gergelim.

Quero lembrar, também, que quando consumimos alimentos fontes de ácidos graxos essenciais, estamos consumindo diversos outros nutrientes como vitaminas e minerais necessários para nossa saúde.

Agora você já pode escolher de onde vai retirar a gordura que deve consumir.